sábado, 31 de outubro de 2015

Mary Celeste:Navio Fantasma ou Tripulantes Mortos?

Mary Celeste foi um bergantim encontrado à deriva na direção do estreito de Gibraltar em 1872. Não se sabe as razões pelas quais foi abandonado ou o que aconteceu com a sua tripulação.

Origem

A embarcação foi construída em 1861, na Nova Escócia, Canadá, sob o nome de "Amazon". Zarpou de Halifax e ancorou Baía de Glace, onde aguardava por um carregamento e fora seriamente danificado quando uma tempestade lançou-o em direção à costa. Seu capitão, William Thompson, vendeu-o para dois homens da Baía. Eles restauraram o barco e no ano seguinte venderam-no para Richard Haines, em Nova Iorque. Nesse entremeio seus novos donos rebatizaram-no como "Mary Celeste"

Historia

Em 7 de novembro de 1872, sob o comando do capitão Benjamin Briggs, o barco foi carregado com barris de álcool despachados pela Meissner Ackermann & Coin. e zarpou de Staten Island, Nova Iorque, com destino à Gênova, Itália. Além do capitão e sete marinheiros, ele também transportava Sarah E. Briggs (esposa de Benjamin), e sua filha de dois anos, Sophia Matilda.

O brigue de nacionalidade britânica Dei Gratia (1871-1907) estava a 400 milhas a leste dos Açores quando avistou um navio à deriva, em 5 de dezembro do mesmo ano. Seu capitão, David Reed Morehouse, descobriu que se tratava do Mary Celeste, o qual partira oito dias depois dele e já deveria estar em Gênova

Morehouse abordou o Mary Celeste para oferecer ajuda. A embarcação encontrava-se em boas condições. O único bote salva-vidas desaparecera e uma de suas duas bombas d’água fora desmontada. Os pertences dos tripulantes ainda se encontravam nos alojamentos e a carga de 1 701 barris estava aparentemente intacta, até se descobrir que nove barris estavam vazios

Tripulantes do Dei Gratia conduziram o Mary Celeste até Gibraltar, onde a corte do vice-almirantado britânico julgaria a concessão do pagamento do seguro aos salvadores do navio. Entretanto, o procurador-geral responsável pelo inquérito, Frederick Solly Flood, suspeitava de crime de dano. Depois de mais de três meses a corte não encontrou evidências de delito, mas a tripulação do Dei Gratia recebeu somente um sexto dos 46 000 dólares do seguro do navio e de sua carga, sugerindo que as autoridades não estavam completamente convencidas da inocência da tripulação do Dei Gratia.

O barco foi recuperado e utilizado ao longo de doze anos por uma variedade de proprietários. Em 3 de janeiro de 1885 o Mary Celeste foi deliberadamente afundado na costa haitiana pelo seu último capitão, numa tentativa frustrada de receber o valor do seguro

Os restos do bergantim foram encontrados em 2001 numa expedição liderada por Clive Cussler e pelo produtor de filmes John Davis

Na Literatura

O Mary Celeste é citado na primeira página do livro Sally e a Maldição do Rubi (The Ruby in the Smoke) de Philip Pullman, e novamente na primeira página do segundo livro da série, The Shadow in the North, onde o desaparecimento do navio fictício Ingrid Linde é citado como uma notícia comparável à do resgate do Mary Celeste.

Na Televisão

Em Doctor Who (2ª Temporada, Arco 16), podemos ver que o Doutor, Bárbara, Ian e Vicki aterrisam no Mary Celeste e o abandono do navio pelos seus tripulantes é explicado pela suposta aparição dos Daleks, que perseguiam os heróis. Essa aparição aterrorisou os tripulantes de tal modo que confundiram-nos com o Barbário Branco, uma superstição, e levou a um pânico que fez com que todos pulassem do navio

Bibliografia

  • The Saga of the Mary Celeste: Ill-Fated Mystery Ship, Stanley T. Spicer - ISBN 0-88999-546-X
  • The Bermuda Triangle Mystery Solved, Lawrence David Kusche - ISBN 0-87975-971-2
  • Ghost Ship: The Mysterious True Story of the Mary Celeste and her Missing Crew, Brian Hicks - ISBN 0-345-46391-9
  • The "Mary Celeste", John Maxwell - ISBN 0-224-01671-7
  • Sally e a maldição do Rubi: Um mistério de Sally Lockhart, Philip Pullman - ISBN 978-85-390-0001-2
  • The Shadow in the North, Philip Pullman - ISBN 978-0-439-97781-4

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